 |
12/05/2005 21:52
Jogando xadrez
Tom Coelho
Eu contava cerca de sete anos de idade quando fui apresentado ao jogo de
xadrez por um primo mais velho. Numa infância humilde, utilizávamos um
tabuleiro de jogo de damas e adaptávamos as peças a partir de componentes de
outro jogo de tabuleiro, War. Assim, os dados viravam torres; os aviões,
cavalos; os exércitos, peões.
Já adulto, coloquei-me a refletir sobre os benefícios daquela experiência
lúdica. Esporte, para quem enxerga a dedicação e o desempenho inerentes à
prática; jogo para quem atribui o resultado da partida à sorte ou ao azar;
arte, diante da criatividade e estilo empregados. O fato é que o xadrez
certamente é responsável por aspectos de minha personalidade e conduta
profissional.
O jogo tem um objetivo muito bem definido: o "xeque-mate". Isso nos remete à
questão de se estabelecer metas - e buscar cumpri-las. Para tanto, são
necessários planejamento e estratégias definidas. E, para traçá-las,
criatividade e imaginação.
Uma partida exige concentração, o que nos proporciona desenvolvimento do
autocontrole. E sua duração tem um tempo-limite determinado. Assim,
hierarquizar tarefas e gerenciar o tempo mostram-se imprescindíveis.
Mas o melhor do xadrez está no exercício de pensar-se nos lances seguintes.
Os seus e os do adversário. Grandes enxadristas conseguem vislumbrar, a cada
nova rodada, toda uma partida. Isso demanda um raciocínio lógico e espacial
muito abrangentes. É o estímulo para o desenvolvimento da intuição e da
capacidade de antecipação, além do hábito de se visualizar o futuro. E o
esforço por elevar a performance a cada lance lembra-nos a idéia do
aperfeiçoamento contínuo, ou kaizen.
Não existe o jogo de duplas. Sob essa ótica, o xadrez é um exemplo perfeito
da solidão do poder. A autonomia para movimentar uma ou outra peça é
exclusivamente do jogador. A decisão é sua. E o resultado, vitória ou
derrota, é conseqüência direta das opções feitas. Esta é a hora de
administrar as emoções. Curtir o entusiasmo decorrente do sucesso,
sentindo-se realizado; o prazer pela conquista, o sabor da superação. Ou
tolerar o fracasso, aprendendo pacientemente com o mesmo, adotando uma
postura resiliente.
Por fim, até mesmo ética aprende-se através do xadrez. Do respeito ao
adversário, cumprimentando-o no início e término da partida, mantendo-se em
silêncio enquanto aguarda sua jogada e não trapaceando mediante alteração
das posições das peças num momento de distração do oponente, até o
cumprimento da regra "peça-tocada é peça-jogada", uma simbologia perfeita
para denotar que podemos muitas vezes utilizar Ctrl-C + Ctrl-V em nossas
atitudes, mas o Ctrl-Z não é admitido...
O profissional empreendedor deve, idealmente, aprender a ser um enxadrista,
porque nossa vida é um grande jogo de xadrez. Estamos todos no mesmo
tabuleiro e recebemos as mesmas peças. É certo que alguns são ligeiramente
favorecidos pelo destino, ficando com peças brancas e iniciando o jogo. Mas,
não raro, falta-lhes sabedoria para lidar com essa vantagem comparativa.
Estabelecer metas, planejar, traçar estratégias, administrar o tempo, tomar
decisões, ser criativo e imaginativo, compor cenários, exigir qualidade,
controlar emoções, respeitar ao próximo; essas não são apenas regras para se
vencer um jogo de xadrez; não são apenas regras para se conquistar o jogo do
mundo corporativo. São regras para alcançar-se com êxito a própria
felicidade no jogo da vida.
enviada por ZE WAS HERE
05/04/2005 21:26
Pra vocês irem treinando... Achei este texto na net e gostariam que pelo menos este vocês tivessem a bondade de ler para conversarmos depois a respeito...(ouviu Grei?!?!)
ABraço...
O que o homem moderno precisa compreender é simplesmente que toda a argumentação começa com uma afirmação ponto-de-partida; isto é, com algo de que não se duvida. Pode-se, é claro, duvidar da afirmação base, mas, nesse caso, já estaria dando início a outra argumentação diferente, propondo que se parta de outra suposição. Todo argumento inicia por um dogma infalível, e esse dogma absoluto, por sua vez, só pode ser discutido, se recorrermos a outro dogma infalível: nunca se pode provar o primeiro ponto-de-partida (senão não seria ponto-de-partida).
Este é o be-a-bá do raciocínio lógico. E tem esta vantagem especial de que pode ser ensinado na escola, como qualquer outro be-a-bá. Não dar início a qualquer discussão sem antes declarar abertamente os postulados de cada um, é uma regra a ser ensinada tanto na filosofia, quanto na matemática de Euclides, ou em qualquer aula comum, usando giz e lousa. E penso que esse princípio poderia ser ensinado de forma simples e racional até mesmo ao jovem, antes de aventurar-se pelo mundo, à mercê da "lógica" e da filosofia imposta pela mídia.
Muitas das desorientações e dúvidas no campo religioso, surgem pelo fato de os céticos de hoje começarem sempre, falando sobre tudo aquilo em que eles não acreditam. Mas, mesmo de um cético, o que queremos saber primeiro é em que ele realmente acredita. Antes de começar a discutir, é preciso saber o que é que não se discute. Essa confusão aumenta infinitamente pelo fato de que todos os céticos de nosso tempo são céticos em diferentes graus dessa dissolução que é o ceticismo.
Agora, nós temos (espero), uma vantagem sobre todos esses novos filósofos sabidos: mantemo-nos em sã consciência. Acreditamos que existe, de fato, a catedral de São Paulo; e grande parte de nós acredita em São Paulo. É preciso deixar bem claro que acreditamos em muitas coisas que, embora façam parte de nossa existência, não podem ser demonstradas. Nem é preciso meter religião na história. Diria até que todos os homens de bom senso, acreditam firme e invariavelmente em umas quantas coisas que não foram provadas e que nem sequer podem ser provadas.
De forma resumida, são elas:
(1) todo ser humano em sã consciência acredita que o mundo e as pessoas ao redor dele são reais e não um produto da sua imaginação ou de um sonho. Ninguém começa a incendiar Londres, se está convencido de que seu criado logo o acordará para o café da manhã. Mas não temos provas, em nenhum momento, de que tudo não passa de um sonho. Que algo exista além de mim é uma afirmação que não está comprovada (nem se pode comprovar...).
(2) Todo homem em sã consciência, acredita não somente que este mundo existe, mas também que ele tem importância. Todo homem acredita que há, em nós, um tipo de obrigação de nos interessarmos por esta visão da vida. Não concordaria com alguém que dissesse, "Eu não escolhi esta farsa e ela me aborrece. Fiquei sabendo que uma senhora idosa está sendo assassinada no andar de baixo, mas eu vou é dormir ". O fato de que há um dever de melhorar coisas não feitas por nós é algo que não foi provado e não se pode provar.
(3) Todos os homens em sã consciência acreditam que existe uma certa coisa chamada eu, self ou ego e que é contínua. Não há nenhum centímetro de meu cérebro igual ao que era há dez anos atrás. Mas se eu salvei a vida de um homem numa batalha há dez anos atrás, fico orgulhoso; se me acovardei, sinto-me envergonhado. A existência desse "eu" axial nunca foi comprovada e não pode ser comprovada. Trata-se de uma questão mais do que "improvável" e que é muito debatida entre os metafísicos.
(4) Finalmente, a maioria dos homens em sã consciência acredita, e todos o admitem na prática, que têm um poder de escolha e responsabilidade por suas ações.
Seguramente é possível elaborar algumas afirmações simples como as acima, para que as pessoas possam saber a que se ater. E se os jovens do futuro não vão ter formação em religião, pode-se-lhes ensinar, pelo menos, de forma clara e firme, um pouco de bom senso, três ou quatro certezas do pensamento humano livre.
--------------------------------------------------------------------------------
1. "- Lógica, disse o professor para si mesmo. Por que não ensinam mais lógica nas escolas" (C.S. Lewis, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. São Paulo: Martins Fontes, 1997,p. 50) e, no final da história, o professor comenta novamente, agora em alto e bom tom:
" - Céus! O que é que estão ensinando às crianças na escola?" (Idem, p. 180).
enviada por ZE WAS HERE
22/03/2005 20:19
Gostaria de esclarecer àqueles que tiverem a paciência de ler todo o texto abaixo que concordo apenas em parte com as afirmações do Autor. Ultimamente estou lendo "O Homem Eterno"(The everlasting Man) do Chesterton, ainda não posso dizer se "gosto" ou não das idéias dele, mas já posso adiantar-lhes que prefiro a maneira do Lewis de expor e defender seus pontos de vista. Ainda assim considero uma boa leitura. Enjoy it!!!
Uma idéia simples
Gilbert Keith Chesterton
Tradução de Henrique Elfes
A maior parte dos homens retornaria aos antigos costumes em matéria de fé e de moral se conseguissem ampliar suficientemente os seus horizontes. É principalmente a sua estreiteza mental que os mantém nos trilhos da negação. Mas esse alargamento mental é facilmente mal interpretado, porque a mente precisa ser alargada para poder enxergar as coisas simples, ou mesmo as que são evidentes em si mesmas. Temos necessidade de uma espécie de esticamento da nossa imaginação para conseguirmos ver os objetos óbvios delinearem-se contra o seu fundo óbvio, especialmente quando se trata de objetos grandes colocados diante de um fundo grande.
Sempre há, por exemplo, aquele tipo de pessoas que não conseguem enxergar nada além da mancha no tapete, a tal ponto que são incapazes de enxergar sequer o tapete; esse tipo de atitude tende à irritação, que por vezes se amplia até à rebelião. Depois, há aquele tipo de pessoas que só conseguem enxergar o tapete, talvez por tratar-se um tapete novo; essa atitude já é mais humana, mas pode facilmente estar tingida de vaidade e até de vulgaridade. Há também o homem que só enxerga o aposento atapetado, e assim tende a estar isolado de muitas outras coisas -- especialmente das dependências do empregados. E, por fim, há o homem alargado pela imaginação, que é incapaz de permanecer sentado no quarto atapetado, ou mesmo no porão do carvão, sem enxergar a todo o momento o perfil da casa inteira delineado contra o seu fundo primevo de terra e céu. Este homem, que compreende que desde a sua origem o telhado foi concebido como um escudo contra o sol e a neve, e a porta contra o frio e a lama, saberá melhor -- e não pior -- do que o primeiro que não deveria haver uma mancha no tapete. E, ao contrário desse homem, saberá também por que existe um tapete.
Este homem olhará do mesmo modo as falhas e manchas que possa haver na história da sua tradição e do seu credo. Não procurará explicá-las engenhosamente, nem muito menos tentará negá-las. Muito pelo contrário, enxerga-las-á com toda a simplicidade, mas também as enxergará dentro de um marco muito amplo, e contrastando com um fundo ainda mais amplo. Fará aquilo que os seus críticos, em hipótese alguma, são capazes de fazer: verá as coisas óbvias e fará as perguntas óbvias. Quanto mais leio as modernas críticas contra a religião, e especialmente contra a minha própria religião, mais me assusta essa estreita concentração em determinados pontos, essa incapacidade imaginativa de compreender o problema como um todo.
Andei lendo recentemente uma condenação muito moderada das práticas católicas tradicionais, vinda dos Estados Unidos, onde esse tipo de condenações nem sempre é muito moderado. Falando de maneira genérica, poderia dizer que essa crítica assume a forma de um enxame de questiúnculas, às quais eu estaria plenamente disposto a responder se não tivesse uma consciência tão viva das grandes perguntas que não são formuladas, aos invés das pequenas perguntas que o são. Acima de tudo, sinto falta deste fato tão simples e tão esquecido: sejam ou não verdadeiras determinadas acusações que se lançam contra os católicos, o que está além de qualquer dúvida é que são verdadeiras quando aplicadas a qualquer outra instituição. O crítico nunca se lembra de fazer alguma coisa tão simples como comparar o católico com o não-católico. A única coisa que nunca parece cruzar-lhe a mente, quando argumenta acerca da idéia que tem da Igreja, é perguntar-se com toda a simplicidade que seria do mundo sem a Igreja.
É isto o que procuro exprimir ao dizer que se pode ser demasiado estreito para enxergar a casa que se chama Igreja contra o seu fundo que se chama Cosmos. A título de exemplo: o autor que acabei de mencionar incorre na milionésima repetição mecânica da acusação de repetição mecânica; diz ele que repetimos as orações e outras fórmulas verbais sem pensar no seu significado. Não há dúvida de que conta com milhares de simpatizantes que repetirão essa denúncia depois dele, sem pensarem nem por um momento no que significa. Mas, antes mesmo de explicarmos quais são realmente os ensinamentos da Igreja a esse respeito, ou de citarmos as suas inúmeras recomendações para que se procure prestar atenção às orações vocais, ou de expormos as razões das razoáveis exceções que ela autoriza, há uma ampla, simples e luminosa verdade acerca de toda essa questão, e qualquer pessoa pode vê-la se andar pelo mundo de olhos abertos: é o fato óbvio de que todas as formas de dizer humanas tendem a fossilizar-se em formalismos, e de que a Igreja é um exemplo único na História, não por falar uma língua morta num mundo de línguas imortais, mas, pelo contrário, por ter preservado uma língua viva num mundo de línguas moribundas. Explico-me.
Quando o grande brado grego, velho como o próprio cristianismo, invade a Missa, muitos talvez se surpreenderão ao descobrir que há muita gente na igreja que repete Senhor, tende piedade de nós, e pretende realmente afirmar o que está dizendo. Seja como for, essas pessoas têm muito mais consciência do que dizem do que um homem que encabeça uma carta com um Prezado Senhor. Prezado é, neste contexto, evidentemente uma palavra morta; no lugar em que é empregada, deixou de ter qualquer significado. No entanto, é exatamente isto o que qualquer crítico alega contra os ritos e as formas papistas: trata-se de um ato realizado de maneira rápida, ritual, sem se conservar a menor lembrança do seu significado.
Quando o Senhor Jones, advogado, escreve prezado Senhor ao Senhor Brown, o banqueiro, não pretende afirmar que sente profunda afeição pelo banqueiro, ou que o seu coração está repleto de caridade cristã, nem mesmo naquela ínfima medida em que o está o coração de um pobre papista ignorante a assistir à Missa. Ora bem, a vida, essa vida humana ordinária, simples, divertida, pagã, simplesmente transborda de palavras mortas e de cerimônias sem significado. Não se escapará delas fugindo da Igreja para o mundo. Quando o crítico em questão, ou mil outros críticos iguais a ele, afirma que só se exige do católico uma presença material ou mecânica na Missa, está a afirmar algo que simplesmente não se aplica ao católico médio nas suas disposições para com os sacramentos católicos. Mas diz algo que efetivamente é verdade se for aplicado a qualquer funcionário público médio no desempenho das suas funções, a qualquer baile da Corte ou recepção no Ministério, ou a aproximadamente três quartos daquilo que a sociedade normal chama visitas de cortesia.
Essa morte lenta dos atos sociais repetitivos pode ser indiferente em si mesma, ou pode ser melancólica, ou pode ser uma conseqüência do Pecado Original, ou pode ser qualquer coisa que o crítico deseje. Mas aqueles que fizeram disso, centenas e centenas de vezes, uma acusação especial e concentrada contra a Igreja, são homens cegos para o inteiro mundo humano em que vivem e incapazes de enxergar qualquer coisa para além da única coisa que sabem repetir.
Ainda no escrito que mencionei, há inúmeros outros casos dessa estranha e sinistra inconsciência. O autor queixa-se, por exemplo, de que os sacerdotes são conduzidos de olhos vendados ao seu ministério e não compreendem os deveres que traz consigo. Também isso já o ouvimos antes. Mas raramente o ouvi formulado de maneira tão extraordinária como nessa acusação de que um homem pode ser definitivamente votado ao sacerdócio desde a infância. O autor parece ter idéias bastante curiosas e elásticas acerca da duração da infância, [...] pois um sacerdote tem pelo menos vinte e quatro anos quando formula os seus compromissos. Mais uma vez, sinto-me perseguido pela enorme e nua e mesmo assim negligenciada comparação entre a Igreja e tudo aquilo que está fora da Igreja. [...]
Com efeito, que havemos de dizer aos que quereriam comparar o patriotismo ou a cidadania civil com a Igreja nesta matéria? Rapazes de dezoito anos têm de alistar-se obrigatoriamente; na Guerra, vimos voluntários de dezesseis anos serem aplaudidos por afirmarem que tinham dezoito; vimo-los ser lançados aos milhares naquela imensa fornalha e câmara de torturas, que a sua imaginação era incapaz de conceber de antemão, e da qual a sua honra os proibia de fugir; e vimo-los ser mantidos nesses horrores ano após ano, sem qualquer esperança de vitória; e vimo-los ser mortos como moscas, aos milhões, antes de que tivessem tido a oportunidade de viver. Isto é o que faz o Estado; isto é o que faz o mundo; isto é o que faz a sociedade, essa sociedade secularizada, prática e razoável. E depois de tudo isso, ainda têm a inominável impudência de vir queixar-se de nós porque permitimos que, dentre uma pequena minoria especializada, um homem escolha uma vida de caridade e paz, não depois de ter completado vinte e um anos, mas quando já se aproxima dos trinta, e depois de ter tido quase dez anos para refletir serenamente sobre a sua vocação!
Em suma, sinto falta, em tudo isso, da pergunta óbvia: qual o resultado que obteremos se compararmos a Igreja com o mundo que está fora dela, ou que se opõe a ela, ou que nos é oferecido como uma alternativa para a Igreja? E a evidente resposta é que o mundocomete todas as barbaridades de que sempre acusou a Igreja, e as comete de maneira muito pior, e as comete em escala muito maior, e -- e isto é o pior e o mais importante -- as comete sem dispor de padrões para voltar à sanidade nem de motivos para fazer um movimento de penitência. Os abusos católicos podem ser reformados, porque dispomos de uma forma universalmente aceita; os pecados católicos podem ser expiados, porque há um teste e um princípio de expiação. Em que outra parte do mundo de hoje havemos de encontrar semelhante teste ou padrão? Ou mesmo qualquer coisa além de veleidades sempre cambiantes, que fizeram do patriotismo a grande moda de há dez anos, e do pacifismo a grande moda dez anos depois?
O perigo atual é que as pessoas não se dispõem a ampliar suficientemente os seus horizontes a ponto de se tornarem capazes de enxergar as coisas óbvias, e esta é uma delas. Os homens acusam a tradição Romana de ser semi-pagã, e depois se refugiam num paganismo completo; queixam-se de que os cristãos se deixaram contaminar pelo paganismo, e depois fogem dos doentes para se refugiarem junto à doença. Não há uma única falta institucional imputada à Igreja Católica que não esteja presente de maneira muitíssimo mais flagrante, e até gritante, em qualquer outra instituição -- o Estado, a Escola, a moderna máquina tributária e policial -- que as pessoas se voltam, na esperança de que serão salvas por elas da superstição dos seus pais. Esta é a contradição, esta é a violenta colisão, este é o inevitável desastre intelectual em que estão envolvidas até as orelhas. Quanto a nós, só nos resta esperar, pondo em jogo toda a paciência de que sejamos capazes, até descobrirmos quanto tempo levarão para descobrir o que foi que lhes aconteceu.
(A simple thought, in The Thing, Sheed & Ward, Londres, 1946)
enviada por ZE WAS HERE
21/03/2005 21:08
Pois é... Completei vinte e cinco anos no sábado. Mudei de endereço e de telefone. Meu novo endereço é: Av. Ipiranga 7.200 e meu telefone é 3211-0011.
No meu aniversário eu ganhei duas camisetas do Allman Brothers Band (Valeu goducha), Um livro do caralho chamado Surprised by joy, do C. S. Lewis, ganhei um dvd do The Who (valeu Mom), tres camisas da minha Mãezinha e umas caixas de cervejas da gurizada( valeu Sandro(ou eu deveria agradecer a Ana?sei lá...) e Grei)
Quinta feira vamos viajar, a Laiza e eu, para santa catarina. Vou tentar mostrar alguns lugares e amigos que fizeram parte da minha vida durante um tempo. Vamos passear no farol de santa marta, laguna, tubarão, jaguaruna e onde mais ela quiser...
Bom, era isso então...
Até o próximo post, se é que alguém lê esta merda ainda...
Zé was here (matando a aula de sistemática de importação)
enviada por ZE WAS HERE
09/03/2005 10:26
Mulheres de Atenas
Chico Buarque - Augusto Boal/1976
Para a peça Mulheres de Atenas de Augusto Boal
-----------------------------------------------
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quandos eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas
enviada por ZE WAS HERE
17/02/2005 14:35
E aí pessoal!!!!!!!!!!
O Zé me autorizou a postar no blig dele, he, he, he, legal! É a primeira vez que escrevo em um blig, nem sei o que colocar direito!
E vocês, por onde andam nos últimos tempos? O que tem feito de bom?
Não vi mais a - Gabi (como é que tu estás guria?);
- a Paula (continua escrevendo muito no blog? Não havia mais entrado do sexy pynk porque ele tem sexy no nome e aqui no trabalho "são tudo grosso" para essas coisas. Parece que estás de blog novo né?)
- o Jero (ensaiando muito com a banda? Novas composições? Quando é que tem show?)
- o Sagás (por onde andas?)
- a Ana (trabalhando muito ainda? Como é que estava a praia, se divertiram bastante?)
- o Vini (e aquele blues, hein?)
- o Grei (e o cabelo, já decidiu se vai deixar aqueles caixinhos, ou melhor trancinhas?)
Gostaria muito que vocês comentassem nesse post, afinal de contas ele é o primeiro, e sabe como é que é... a primeira vez agente nunca esquece!
Abração para todo mundo inclusive para aqueles que não mencionei por que a minha chefe está chegando na sala... Ai meu Deus, o que eu faço agora, tá, tá, tá, vou terminar.
Se o Zé deixar, eu escrevo novamente outro dia!
LAIZA
enviada por ZE WAS HERE
24/01/2005 13:57
Essas frases são verdadeiras pérolas dos alunos de Comunicação Social da Gama Filho , mas podiam ser de qualquer outra faculdade particular da vida.
1 - "(...) quanto à opinião pública, podemos dizer que ela é mutável. Por exemplo: na hora do parto, a mulher pode optar pelo aborto."
2 - "A comunicação é importante porque comunica algo entre duas ou mais pessoas que querem se comunicar".
3 - "O Press release tem esse nome porque realiza as coisas com pressa".
4 - "O problema da comunicação social no Brasil é que ela é dirigida por brasileiros, deveríamos trazer os americanos."
5 - "O endomarketing é como se fosse o marketing endovenoso."
6 - "Eu acho que a resposta é não. Como o professor deve ter pensado numa armadilha, respondo que é sim."
7 - "O público misto é composto por aquelas pessoas que entram e saem da empresa. Ou seja nunca estão totalmente dentro, nem totalmente fora"
8 - (a questão dizia que a afirmativa era CORRETA, pedia só a justificativa ).
"Disconcordo com a questão. Ela não pode ser positiva. Nunca fiz prova que o professor dissesse que era afirmativa uma questão. Deve ser uma pegadinha, tipo do Faustão."
9 - "A comunicassão social é feita de mim para voçês".
10 - "A televisão é influenciativa em nossas vidas. Quantas vezes não compramos um tênis porque vemos na TV? A programação deveria ser mais educante(...)".
11 - "A empresa e o público ixterno caminhão juntos, incluindo aí a emprensa."
12 - "O proficional de comunicação tem um mercado bundante a sua disposição, afinal, todos se comunicam na terra(...)".
13 - "O ruído realmente atrapalha muito a comunicação. Aqui na universidade fico atordoado quando passa o trem, quase não ouço o professor. As salas deveriam ser à prova de som".
14 - "O fidibeque é a mesma coisa que a retroinformação, ou seja a informação que vem por trás."
15 - "A comunicação é uma junção da verdade com a falsidade, afinal fofoca é uma coisa feia e é comunicação".
16 - "Faço comunicação porque acho importante ser comunicadora, mas não acho importante ler jornal (suja a mão), nem ficar em casa vendo TV. Acho melhor me comunicar entre si."
17 - "A comunicação é moderna porque usa modernidades da atualidade."
18 - "Os principais meios utilizados pelas comunicação são: meios orais (que são falados), meios auditivos (que são ouvidos) e mais tácteis (que são sentidos)."
19 - "A comunicação é de massa porque precisamos utilizar a massa cinzenta para compreendê-la".
20 - "Marketing em português é mercado, marketing pessoal, portanto é o mercado que freqüentamos."
21 - "Ao utilizarmos a comunicação nos comunicamos."
22 - "Se a comunicação é pessoal, envolvendo o emissor e o receptor, como podemos pensar em comunicação empresarial? A empresa se expressa por si só?"
enviada por ZE WAS HERE
17/01/2005 15:09
Ontem eu fui ao Shopping de Canoas assistir o filme Alexandre. Bem, o que posso dizer... Nos primeiros 10 minutos até que estava bem interessante, mas como o filme prometia ser polêmico, não demorou muito até aparecer um tal de Hephaistion, comedor oficial e o grande amor de Alexandre, provavelmente porque foi quem tirou o cabaço do moçoilo quando os dois ainda eram crianças. Aí meus amigos, o que se vê é uma mistura de Gladiador com Priscila, a rainha do deserto. O filme é dividido em duas partes que se intercalam: Batalhas sangrentas cheias de pedaços de corpos voando pra todos os lados e uma viadagem explícita, com direito a(argh!!!) chupão e o caralho a quatro. A impressão que eu tive foi de que o diretor Oliver Stone convidou o seu Peru, da escolinha do professor Raimundo, para escrever o perfil do personagem Alexandre. Sim, porque o cara só faltava se pintar como drag e sair por aí cantando : ,Its rainning man aleluia!! Its rainning man, eiêê!!.
Alexandre o grande, após este filme, vai ser considerado como a grande Biba de todos os tempos, poderosa que só ela... Pro filme ser uma baitolagem completa só faltou incluir I will survive na trilha sonora. Ah!! Quase ia esquecendo, o filme tem 3 horas de duração!!!! 3 malditas horas assistindo um filme maçante e sem moral nenhuma. Uma bela de uma porcaria, isso sim!!!!!!! Quem quiser perder tempo, vá ao cinema!!! E tenho dito...
enviada por ZE WAS HERE
10/01/2005 15:50
Ti minina lindinha!!!! Cuti cuti!!!

enviada por ZE WAS HERE
29/12/2004 13:48
Enchendo lingüiça sim, e daí!!!!
Há alguns anos atrás eu trabalhava em Santos SP, fazendo boletim de estaqueamento. Basicamente era o seguinte:
Eu chegava bem cedo, em torno de 07:00 da manhã, pegava o tal do boletim em branco, colocava o capacete, seguia em direção ao píer da Ultrafértil e aguardava o barco que levava a gente para cima do Flutuante. Chegando lá, eu tirava a lâmina dágua (unidade de medida entre o fundo lodoso e a lâmina dágua), depois disso aguardávamos a chegada da estaca, que vinha boiando puxada por um barco de alumínio (o mesmo que transportava a gente). As estacas costumavam ter de 15 a 36 metros de comprimento. Este valor dependia do local onde ela seria cravada. Ah! Eu esqueci de mencionar que antes do processo de estaqueamento, eu era incumbido de medir todas as estacas e marcá-las, com um marcador industrial, de metro em metro para poder controlar o estaqueamento.
O flutuante era uma balsa velha presa por cabos fixados na margem do rio e no píer. Em cima do flutuante ficava o bate-estaca, que era nada mais do quê um guindaste que puxava um martelo (um troço retangular e preto que pesava umas 2 toneladas).
Quando tudo estava pronto, com a estaca presa no gabarito do flutuante, este era posicionado na cota exata fornecida pelos topógrafos eu me sentava próximo à estaca, de preferência onde pudesse ver as marcações, e dava o sinal para que começassem o estaqueamento. Pra se ter uma noção, este trabalho era tão perigoso que eu era o único que tinha permissão de ficar perto do martelo durante o processo. Todos os outros ficavam a, no mínimo, 20 metros de distância. Uma vez uma chave de fenda que havia sido esquecida em cima do martelo, caiu e atravessou o chão do flutuante, deixando um buraco enorme na espessa chapa de ferro. Imaginem se caísse na minha cabeça. Seria bye bye Zezinho!
Durante todo o tempo em que trabalhei nesse flutuante aconteceram apenas alguns acidentes de pequenas proporções. Era um peão que caia do flutuante aqui, outro que batia a cabeça no gabarito das estacas acolá , enfim, nada realmente grave. Um dia, porém, o encarregado pelo estaqueamento, Sr. Mauro, um cara tri gente fina e muito preocupado com a segurança de todos, acabou esquecendo-se do conselho que sempre dava à todos: Nunca fiquem próximos aos cabos enquanto o flutuante estivar em movimento! Eu já não estava mais trabalhando no píer quando a merda aconteceu. Lembro-me de estar em minha sala quando ouvi o som de uma sirene de ambulância. Olhei pela janela e vi um monte de gente correndo em direção ao píer enquanto a ambulância manobrava para entrar de ré pelo estreito corredor que levava a ponta do cais. Fodeu! Pensei comigo mesmo. Ao me aproximar, a cena que vi era horrível, o Sr. Mauro, semi-inconsciente, estava sendo carregado por umas quatro pessoas enquanto um outro tentava em vão segurar o pé decepado, preso apenas por uma tira de pele, junto ao que sobrara de sua perna totalmente ensopada de sangue. Lembro de ver o sangue pingando e se dissolvendo na água do mar. Parecia a cena de filme de terror. Depois que o levaram para o hospital eu fiquei sabendo o que tinha acontecido. Ao movimentar o flutuante, todos os cabos que o prendiam deveriam ser afrouxados, mas nesse dia o funcionário encarregado dessa tarefa esqueceu de soltar os cabos. Quem assistiu a cena disse que ao arrebentar o cabo, o Sr. Mauro estava com as duas pernas abertas e com o cabo no meio delas e foi de um só golpe. Slash!!(não, não o guitarrista do guns) Não sei porque estou contando esta história aqui, aliás ela nem acaba assim, mas é que eu já to saindo aqui do serviço e não to com paciência pra terminar ela direitinho. Sò escrevi porque não tinha idéia do que escrever. Mas esta merda aqui é minha mesmo, então pronto!!
Semana que vem tem post novo!! Até lá!!!
enviada por ZE WAS HERE
16/12/2004 13:19
Homenagem singela ao Grande Ninja Jyraia!!!
enviada por ZE WAS HERE
09/12/2004 16:52
Pépe!!! Já tirei a vela!!!
enviada por ZE WAS HERE
06/12/2004 17:02
Vou falar de alguns tipos de homens, três tipos pra ser mais exato, e qual a estratégia de cada um para conseguir o que todos os homens, assim que completam sete anos, almejam: Sexo.
O Primeiro tipo é aquele cara que passa horas e horas malhando na academia na esperança de quê um dia uma guria olhe para ele e diga: Nossa!! Como tu é gostoso, vamos transar?! Bem, eu não vou dizer que isso seja totalmente impossível de acontecer, mas, sinceramente, acho pouco provável. Ao longo dos anos, este tipo tende a ter as bolas atrofiadas pelo uso excessivo de anabolizantes e acaba virando boiola. Isto tanto é verdade que se você prestar atenção nos viados que existem por aí, a maioria deles são caras de abdômen definido, todo musculoso, pele lisinha e cheirando a creme da Avon.
O segundo tipo eu classifico como o caça-talentos, ele escolhe as presas pelo currículo, vai direto naquelas que possuem mais experiência e são abertas para novas oportunidades, ou seja, só pega as confirmadas, as famosas primas. Se você disser pra ele, aquela ali dá mais que xuxu em cerca , pode esperar que ele vai tentar alguma coisa com a a tal. Este tipo normalmente acaba morrendo cedo ou perdendo o pau devido a alguma DST degenerativa, isso quando não acaba casando com a mais vadia de todas, tornando-se no decorrer do casamento em um outro tipo bastante comum em nossa sociedade: O Corno.
O Terceiro tipo é o mais famoso, aquele que todos os homens gostariam de ser, o Comedor. No início de sua carreira, ele pega qualquer uma, independente de quem seja, só para adquirir Know how. No começo as táticas utilizadas baseiam-se na insistência. O cara insisti tanto, mais tanto, até que a mulher, cansada das investidas insistentes do rapaz, finalmente acaba cedendo, por pena talvez, mesmo que seja, o que ele queria mesmo acabou conseguindo, então tanto faz se ela o achar um chato. hehehehe. Após este período de aprendizado, que vai dos 13 aos 18, o comedor direciona a sua mira _pra não dizer outra coisa_ nas grandes conquistas. Aquelas mulheres que todos querem, mas só alguém com Phd em xavequisse consegue o tão sonhado prêmio. O Comedor é uma cara que se apaixona muito fácil, quase a todo o momento. Basta um par de coxas convidativo e o cara já está lá fazendo juras e mais juras. As mulheres seduzidas por este tipo tendem a sentirem-se usadas no princípio, mas passado algum tempo, a saudade do cafajeste invariavelmente aparece. Popularmente isso é chamado de Amor de pica. Hehehehehe
O mais interessante a respeito desse tipo é que, com o avanço dos anos, ele conhece alguém a quem considera especial e torna-se extremamente fiel a esta pessoa. Por que isso? Amadurecimento é a resposta. Ele supera a promiscuidade e luxúria porque percebe que o quê importa mesmo é a companhia fora da cama. (tenho a impressão de que serei vaiado e que jogarão merda no meu caixão depois desta declaração)(hehehe)Sexo é ótimo de todas as maneiras, porém com o mesmo parceiro e por um período maior do que uma noite apenas, as coisas fervem, literalmente, de uma maneira que não é uma ou duas rapidinhas num estacionamento que vai satisfazer plenamente.
Pro próximo post, estou pensando em um conto misturando a sugestão da Paula, sexo-bicicleta-suspense, com o da Gabi, sexo-drogas-rock n roll. Espero que fique legal. Se não, foda-se!!!
enviada por ZE WAS HERE
30/11/2004 14:09
Decidam qual será o assunto do meu próximo post.
Estas são as opções:
-Sexo
-Drogas
-Rock n' Roll
enviada por ZE WAS HERE
25/11/2004 17:36
Al Qaeda queria explodir Cristo Redentor
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal revelam que a Al Qaeda,
organização terrorista de Osama bin Laden, ordenou a execução de atentado no
Brasil.
O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, localizada no alto do morro do Corcovado e um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro, tanto no Brasil quanto no exterior.
De acordo com informações obtidas hoje em Brasília, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por festas monumentais, como o carnaval carioca, para ele "um simbolo da globalização da alegria".
Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para seqüestro e uso de avião que seria lançado contra a estátua, a seu ver "símbolo dos infiéis cristãos".
Hora a hora, a frustração Os registros da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional Tom Jobim em 22 de setembro, domingo, às 21h47m, no vôo da Air France procedente do Canadá, com escala em Miami.
A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com intérprete.
A Polícia Federal investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense. No trajeto, ele parou o carro e três cúmplices os assaltaram e espancaram. Eles conseguiram
ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e pegaram carona num caminhão que entregava gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel de Copacabana. Alugam um carro na Hertz e voltam ao aeroporto, determinados a seqüestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo Redentor. Enfrentam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve e ficam três horas parados na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios são roubados em um arrastão.
Às 12h30m, resolvem ir para o Centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1.
Por fim, às 15h45m chegam ao Tom Jobim para seqüestrar um avião. Os pilotos da VARIG estão em greve por mais salário e menos horas de trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação com os pilotos).
O único avião na pista é da VASP, mas está sem combustível. Foi fretado pela Soletur.
Aeroviários e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo. O Batalhão de Choque da PM chega batendo em todos, inclusive nos terroristas. Os árabes são conduzidos à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos
policiais, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois.
Às 18 horas, aproveitando o resgate de presos feito por um esquadrão de bandidos do Comando Vermelho, eles conseguem fugir da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio. Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensangüentados, se dirigem ao balcão da VASP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado.
Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade. Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sanduíches de churrasco com queijo e limonadas.
Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem se recuperar da intoxicação alimentar de proporções eqüinas, decorrente da ingestão de carne estragada usada nos sanduíches. Eles foram levados para o Hospital Miguel Couto, depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar vaga. No
HMC, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles teriam de esperar dois dias para serem examinados, se não fosse pelo cólera causado pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal.
Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.
Domingo, 18h20h: os homens de bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio do Maracanã. O Vasco acabara de perder para o Bangu, por 6x0. A torcida cruzmaltina confunde os terroristas com integrantes da galera adversária e lhes dá uma surra sem precedentes. O chefe da torcida é um tal de "Pé de Mesa", que abusa sexualmente deles.
Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidem se embriagar uma vez na vida (mesmo que seja pecado!). Tomam cachaça adulterada com metanol e precisam voltar ao Miguel Couto. Os médicos também diagnosticam gonorréia (Pé de Mesa não perdoa!).
Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletromésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras. Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar, eles são levados pela van de uma Ong ligada a direitos humanos para São Paulo.
Viajam deitados de lado. Na capital, perambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua Aurora, Centro.
A Polícia Federal não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos.
enviada por ZE WAS HERE
23/11/2004 15:58
O mestre e o louco
Certa vez, um médico psiquiatra de um hospital de Kiev, que tinha um caso bastante complicado, resolveu pedir a ajuda do então campeão mundial de época, Mikhail Tal.
Havia um interno no hospital psiquiátrico que tinha noções de xadrez, mas que só admitia jogar com Deus. E o mais grave, ganhava sempre, chegando a esnobar o criador com frases do tipo "ora Deus, esta abertura foi muito fraca, tome um xeque-mate", jogava, discutia e ironizava Deus elevando o olhar ao céu a cada partida.
Como Tal era o campeão mundial e estava no auge da fama - e o interno só lia jornais e revistas que tratavam de xadrez - aceitou recebê-lo em seu quarto.
Foi um sucesso quando Tal chegou no hospital, pois ele era muito conhecido em toda União Soviética. Entrou no quarto, cumprimentou o louco e desafiou-o para uma partida. O louco ironizou dizendo que ele era muito fraco. Bem, jogaram, e o louco ganhou.
O médico desesperou-se, pois pretendia acabar com o ego do maluco e não alimentá-lo. O louco riu à beça e, em seguida desafiou Deus para uma partidinha.
Um ano depois, com aquela derrota incrível e surpreendente a incomodá-lo, Tal apresentou-se em Leningrado, jogando uma simultânea contra 250 enxadristas. Cumprimentou a todos e identificou entre eles o seu velho conhecido e vencedor, o louco.
Chamou os jornalistas e informou que provavelmente venceria 249, mas que inevitavelmente perderia uma. Iniciou-se a simultânea e Tal obteve 250 vitórias.
Satisfeito, saiu correndo em busca de um telex e mandou uma mensagem para o médico psiquiatra, em Kiev: "Caro amigo, consegui vencer o louco". Dois dias depois recebeu a resposta do médico, em Moscou: "Grande coisa. Ele teve alta há seis meses!".
Autor: Cézar Augusto Sizanoski
enviada por ZE WAS HERE
22/11/2004 15:46
"Se o seu problema tem solução, então não há com o que se preocupar. E se o seu problema não tem solução, toda preocupação será em vão."
Provérbio Tibetano
enviada por ZE WAS HERE
16/11/2004 16:49
O quê que eu faço?
enviada por ZE WAS HERE
11/11/2004 13:24
Frase do site STR(Sociedade da Terra Redonda)Um dos meus favoritos.
Enjoy!!
Eu acredito que é melhor dizer a verdade do que mentir. Eu acredito que é melhor ser livre do que ser um escravo. E eu acredito que é melhor saber do que ser ignorante. H.L. Mencken (jornalista e escritor norte-americano, 1880-1956).
Os grandes intelectos são céticos. Friedrich Nietzsche (filósofo alemão, 1844-1900)
Ser cético não significa ser aquele que duvida, mas sim aquele que investiga e pesquisa, ao contrário daquele que afirma e que pensa que achou. Miguel de Unamuno (filósofo e escritor espanhol, 1864-1936).
As autoridades têm toda razão de temer o cético, pois a autoridade raramente consegue sobreviver em face da dúvida. Robert Lindner (psicanalista norte-americano)
Ceticismo é o primeiro passo no caminho para a filosofia. Denis Diderot (escritor e filósofo francês, 1713-1784).
Eu não considero um insulto, mas sim um cumprimento, ser chamado de agnóstico. Eu não finjo saber aquilo que muitos homens ignorantes têm certeza -- este é o significado de agnosticismo. Clarence S. Darrow (advogado e escritor norte-americano, 1857-1938)
A ferramenta primária da ciência é o ceticismo, cuja luz faz atrofiar a fé incondicional. Mike Huben (professor e ativista cético norte-americano)
Duvidar de tudo ou acreditar em tudo: essas são duas estratégias convenientes. Com qualquer uma delas, no entanto, nós dispensamos a necessidade de refletir. Henri Poincare (físico e matemático francês, 18541912)
Muitas pessoas pensam que estão pensando quando na verdade elas estão rearranjando seus preconceitos. William James
O fato de que uma opinião é amplamente mantida não é nenhuma evidência de que seja totalmente absurda; realmente, em vista da tolice da maioria da humanidade, uma crença generalizada é mais provável ser tola do que ponderada. Lord Bertrand Russell (matemático, filósofo e escritor inglês, 1872-1970)
O que precisamos não é a vontade de acreditar, mas a vontade de descobrir. Lord Bertrand Russell.
A maior das propriedades do homem é a mente intranqüila. Isaac Asimov (bioquímico, escritor e divulgador científico norte-americano, 1920-1992)
A descoberta da verdade é impedida mais efetivamente não pela falsa aparência das coisas presentes que nos leva ao erro, e não diretamente pela fraqueza dos poderes do raciocínio, mas sim pela opinião pré-concebida, pelo preconceito. Arthur Schopenhauer (filósofo alemão, 17881860).
O teste de uma inteligência de primeira classe é a habilidade de manter duas idéias opostas na mente e ainda ser capaz de funcionar. F. Scott Fitzgerald (escritor norte-americano, 1896-1940).
È a marca de uma mente educada entreter um pensamento sem aceitá-lo. Aristóteles (filósofo grego, 382-324 AC).
Se você fizer as pessoas pensar que elas estão pensando, elas vão te adorar, mas se você realmente fizer elas pensarem, elas vão te odiar. Don Marquis (escritor norte-americano, 18781937)
Uma mentira repetida o suficiente transforma-se em verdade. Joseph S. Goebbels (Ministro de Propaganda do Terceiro Reich, 18971945)
E finalmente.....
"There are some people that if they don't know, you can't tell 'em."
Louis Armstrong (genial músico de jazz, trumpetista e cantor norte-americano, 1901-1971).
enviada por ZE WAS HERE
09/11/2004 10:29
1) Somos enganados porque olhamos a superfície das coisas. Supomos não ser muito piores do que Y, que todos reconhecem como um indivíduo decente, e certamente (embora não devamos anunciá-lo em voz alta) melhores do que o abominável X. Mesmo num nível superficial estamos provavelmente enganados quanto a isto. Não esteja tão certo de que seus amigos o consideram tão bom quanto Y, O próprio fato de você tê-lo escolhido para comparação é suspeitoso: ele está provavelmente muito acima de você e seu círculo. Mas, suponhamos que tanto Y como você não pareçam "maus". Até que ponto o comportamento de Y é enganoso é assunto entre ele e Deus. A fachada dele pode não ser falsa, mas você sabe que a sua é. Isto lhe parece um simples artifício, porque eu poderia dizer o mesmo a Y e a cada homem por sua vez? Mas é justamente esse o ponto. Todo homem, que não é muito santo nem muito arrogante, tem de "conformar-se" à aparência exterior de outros homens: ele sabe que existe em seu íntimo algo que está muito abaixo até mesmo de seu mais casual comportamento em público, mesmo sua conversa mais livre. Naquele instante enquanto seu amigo hesita procurando uma palavra, quais os pensamentos que passam pela sua mente? Jamais falamos toda a verdade. Podemos confessar fatos pouco atraentes a covardia mais baixa ou a impureza mais vil e mais prosaica mas o tom é falso. O próprio ato de confessar um olhar hipócrita infinitamente pequeno uma pitada de humor tudo isto contribui para dissociar os fatos do seu próprio "eu".
Ninguém poderia adivinhar quão familiares e, num certo sentido, apropriadas à sua alma essas coisas são, como elas fazem parte do resto: bem no fundo, no calor de seu íntimo, elas não fazem soar uma nota tão discordante, não parecem tão estranhas e desligadas do restante de você, como aparentam quando colocadas em palavras. Subentendemos e com freqüência cremos que vícios habituais são atos únicos e excepcionais, e cometemos o erro oposto em relação às nossas virtudes como o mau jogador de tênis que chama sua forma normal de seus "maus dias" e considera como normais seus raros sucessos. Não penso que seja nossa falta o fato de não podermos dizer a verdade a respeito de nós mesmos; o murmúrio persistente e íntimo, em todo o decorrer de nossa vida, causado pelo despeito, pela inveja, pela lascívia, pela cobiça e pela auto-complascência, simplesmente não se revela em palavras. Mas o importante é que não devemos considerar nossos pronunciamentos inevitavelmente limitados como um registro completo do pior que temos dentro de nós...
C.S.Lewis
É por isso que ele é meu preferido!!!!
enviada por ZE WAS HERE
03/11/2004 11:54
Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada
Já fui fã de carteirinha do Engenheiros do Hawaii, sabia todas as letras, tocava todas as musicas, comprava Cds e ia à todos os shows que a minha curtíssima renda permitia.
Hoje em dia eu prefiro pensar que eles acabaram na época do Simples de Coração, a meu ver, o último álbum que presta deles.
enviada por ZE WAS HERE
01/11/2004 15:46
Meu fim de semana teve:
-DVD do Raimbow na casa do Mom. O show é do caralho!!! Assistam!!!
-Compras na Good music. Na verdade eu não comprei nada lá, apenas dei uma ohadinha.
-Passeio na feira do livro (infelizmente não tinha dinheiro pra comprar nada)
-Almoço no mercado com o meu amorzinho. Comemos uma Alaminuta clássica. Hehehe
-Ceva no Br II com a gurizada
-Jam com o meu amorzinho tocando batera.
-Pizza, ceva e chopp no shopping.
-Sexo, drogas e rock n roll!! Isso já é de praxe.
-Visita mais do que rápida na casa do Léo.
Meus planos para hoje:
-Festa no Arca, SÓ SE for de GRÁTIS! Se tiver que pagar qualquer coisa, to fora.
-Tequila, sal e limão
-Sexo, sexo, sexo, sexo....
E aí!! O quê me contas
enviada por ZE WAS HERE
28/10/2004 11:35
A Fisherman's Tale
Two fellas are fishing in a boat under a bridge. One looks up and sees a funeral procession starting across the bridge. He stands up, takes off his cap, and bows his head. The procession crosses the bridge and the man puts on his cap, picks up his rod and reel, and continues fishing.
The other guy says, "That was touching. I didn't know you had it in you."
The first guy responds, "Well, I guess it was the thing to do - after all, I was married to her for 40 years."
A Lesson in Church
A man and his wife were sitting in church, the man was sleeping and his wife was knitting. The priest asked "Who created the Earth and man?" The woman poked the man with her knitting needle and the man screamed, "GOD!" The Priest looked at him and said, "That's right."
Then he asked "Who is God's son?" Once more the woman poked her husband with the needle, he woke up and screamed, "Jesus Christ!" Again, the priest said, "Correct."
Finally, the priest asked, "What did Eve say to Adam when she didn't want any more children?" The knitter poked her husband again, but this time he screamed "Poke me with that thing one more time and I'm going to rip it off!" The priest smiled and said, "That's right."
A Little Testy
A woman went to her doctor for a follow-up visit after the doctor had prescribed testosterone (a male hormone) for her. She was a little worried about some of the side effects she was experiencing.
''Doctor, the hormones you've been giving me have really helped, but I'm afraid that you're giving me too much. I've started growing hair in places that I've never grown hair before.''
The doctor reassured her, ''A little hair growth is a perfectly normal side effect of testosterone. Just where has this hair appeared?''
''On my testicles, which is something else I want to talk to you about...,'' replied the lady.
Adam and Eve
Heaven was getting a bit crowded, so Peter began giving quizzes to see who should get in. A man ascended to heaven, and came to the gates.
"Who was the first man?" asked Peter.
"Adam."
"That's correct.
Enter."
Soon another man came along.
"Where did Adam and Eve live?"
"Eden."
That's correct.
Enter."
Then Mother Theresa came along.
"Ooh, I'll have to give you a hard one. What did Eve say when she met Adam for the first time?"
"Mmm, that IS a hard one."
"Enter."
enviada por ZE WAS HERE
26/10/2004 11:37
Estou convidando a todos para fugir da rotina no dia de hoje. O que vocês acham de sair das suas respectivas empresas e ir tomar um chope na casa de cultura e depois passear pela redenção? Alguém aí tem coragem o suficiente? Vamos lá!!! Eu pago o chopp!! É sério!!!
Estou aguardando até as 14:00 ainda estarei aqui, depois só Deus sabe...
enviada por ZE WAS HERE
22/10/2004 15:17
Eu acho que perdi alguma coisa ontem aqui no serviço. Hoje todos parecem estar tão prestativos, motivados e, principalmente, envolvidos na melhoria dos processos da empresa. Será uma pegadinha coletiva? Será que as pessoas sentiram tanto a minha falta ontem que hoje resolveram me fazer um agrado? Hum, num sei não, hein!! Estou começando a ficar com medo.
Vou ficar ligado.
enviada por ZE WAS HERE
20/10/2004 16:54
Quando eu me mudei pra São Paulo, no final de 1999, deixei pra trás os amigos, uma namorada, uma banda( Seven fields) e alguns sonhos adolescentes.
Lembro como se fosse hoje:
A noite anterior a minha partida, eu dormi na casa do Sandro, aliás, eu nem dormi, ficamos tomando uns tragos até de madrugada. Afinal, as coisas não mudaram tanto assim. Hehehe!!
Ao acordar pela manhã, encontrei Aline _guria com quem eu namorava na época_ sentada na cama, fitando-me com um olhar triste. Ao contrário de mim, ela não estava acostumada com esse negócio de despedidas. Na tentativa de amenizar o sentimento de perda, fomos até o banheiro do Sandro e transamos feito loucos. Duas horas e três camisinhas depois, saí do banheiro e me despedi de todos da casa. Caminhei confiante e sem olhar pra trás.
Durante a viagem, só o quê pensava era no Sandro tentando se aproveitar do estado frágil de Aline. Sou capaz de apostar como ele tentou fodê-la naquela mesma noite. Hehehe. Mas isso são apenas especulações.
Foi na cidade de Cubatão_ durante vários anos considerada a mais poluída do mundo_ que fixei residência. Na primeira noite em que saí em busca de diversão, descobri, decepcionado, que não havia nada além de Forró e Pagode. Pra piorar, as gurias de lá eram tão feias, mas tão feias que se elas se olhassem no espelho teriam sete anos de azar.
Passei várias semanas sem ter com quem conversar. Ligava pra Dica, às vezes, pra saber do pessoal. Durante esse período, ela foi a única a me escrever quase todos os meses. Para espantar a solidão eu lia, compulsivamente, vários livros ao mesmo tempo. Já estava perdendo as esperanças em fazer alguma amizade naquele lugar dos infernos, até que um dia, caminhando a esmo pela rua, olhei para o lado e vi um enorme prédio, iluminado por alguns raios de sol que atravessam as espessas nuvens de poluição, dando-lhe uma aparência quase sacra. Não lembro se ouvi, ou pensei ter ouvido, cornetas angelicais soando notas harmoniosas em um prelúdio divinamente divino, só o quê sei é que estava escrito na frente daquele prédio abençoado: Conservatório Musical!!!
Sentindo-me abençoado, tratei logo de entrar para saber mais informações.
_OI!! Disse eu, com um sorriso Monalístico.
_Pois não. Disse uma senhora, sem tirar os olhos da Tv.
_Eu queria saber como eu faço pra estudar violão clássico? Tem que pagar, não?
_Não, não precisa pagar. Você tem que se escrever para a prova de classificação que acontecerá dia tal (?) e ficar entre os 10 primeiros colocados. Este ano, por falta de professores, foram abertas apenas dez vagas.
_Hum...E é muito concorrido?
_Até a data de hoje já temos 480 inscritos.
_...
Saí de lá sem saber o que pensar. Escrevi-me pra fazer a tal prova, mas, sinceramente, não acreditava que poderia passar.
No dia marcado, lá estava eu cercado de várias pessoas com a mesma expressão que a minha, um misto de descrença e insegurança. Quando fomos chamados para entrar no auditório principal, qual não foi a minha surpresa ao saber que a prova não tinha nenhuma questão prática, sendo apenas questões teóricas e de percepção musical.
Fodeu!! eu pensei. Já que estava me valendo da habilidade _ou no meu caso, a falta dela_ com o instrumento. Tudo bem, não custava nada tentar.
Duas semanas se passaram até divulgação do resultado.
Fui lá só por ir mesmo, já que não acreditava que ficaria entre os dez primeiros de um total de quase quinhentos candidatos.
Procurei o meu nome entre os últimos e fui subindo. Queria prolongar um pouco mais o meu sofrimento. Quando vi que não estava entre os últimos trezentos, senti-me esperançoso e resolvi acabar de vez com a palhaçada.
A lista com os dez primeiros estava em negrito. Fui olhando os nomes, um a um, bem devagarzinho até que:
Colocação------------Nome do candidato---------------Nota
3° Lugar José Luciano de Oliveira Vellozo 9,8
Assim que cheguei em casa, já fui logo colocando as cevas pra gelar. Mais à noite, fiz um churrasco pra comemorar. Mal podia acreditar que tinha passado entre quinhentas pessoas. Meu ego, só pra constar, foi parar em saturno. Hehehehe
Fiz outra prova, agora com o instrumento, para pular alguns anos e por sorte _mas adiante vocês entenderão o porquê_ acabei passando para a quinta série, mas logo na primeira avaliação geral, tirei zero em ditado melódico e um e meio em ditado rítmico. Os meus professores disseram que, apesar de ter uma boa técnica, o meu conhecimento teórico deixava muito a desejar, então, me colocaram de volta pra quarta série. Hehehehe
Estudei um ano lá. Nesse período tive que tocar todas as partituras dos anos que havia pulado. Era música pra caralho, louco!!! Mas no fim deu tudo certo. Aprendi a ler partituras, teoria musical, harmonização, história da música e o caralho a quatro.
No fim do ano, já não agüentando mais de saudade dos amigos, resolvi viajar pra Cachoeirinha. No ano seguinte, eu me empolguei com as férias do serviço e perdi a vaga no conservatório. Só me arrependo de uma coisa: Durante o tempo em que estudei lá, era só eu levar uma foto, uma mísera foto, para tirar a carteira de músico nível dois. Infelizmente a idiotice parece ser um traço da minha personalidade que insiste em vigorar em mim.
Ai ai
enviada por ZE WAS HERE
18/10/2004 14:59
O meu eu de oito anos atrás encontrando o eu atual:
_Puta merda!!!
_Quê!!!
_Cadê os meus cabelos?!?!
_Ãhn...cabelos? Então, eles estavam caindo, mas agora não estão mais, viu! Respondi puxando uma mecha.
_Como assim caindo? O que tu fez que não cuidou deles?!?!
_Na verdade, quem não cuidou foi tu.
_COMÉ QUI É?!?!
_Tá, tá!! Nem adianta gritar nem estufar o peito porque ninguém te conhece melhor do que eu. Esse teatro todo não funciona comigo. É melhor tu baixar a bola e falar direito comigo!
_Mas...
_Shh!!! Já disse!!!!
_...
O eu mais novo ficou com o olhar perdido em meu rosto. Por um instante, aquele olhar melancólico levou-me de volta ao espelho do banheiro da minha casa na vila da Copel, no ano de 1996. A coragem e determinação daquele jovem já não existiam mais em mim, e ele(eu) sabia disso. Aliás, quase nada restou dele. Só as lembranças dos amigos e as conquistas. Então, sob o olhar triste do eu menino, abaixei a cabeça e senti vergonha de mim mesmo.
_O quê que eu faço da vida? Perguntou baixo, a voz falhando como se tivesse medo da resposta.
_Você vai ser muito, muito rico! Será um escritor de sucesso e comerá muitas mulheres!!!
_SÉRIO?!?!?! Perguntou com os olhinhos brilhantes.
_ Hehehe, Não. Na verdade, você vai trabalhar numa empresa de merda, ganhando um salário de merda. Vai namorar uma menina muito linda chamada Laiza, e vai gostar muito dela. Ah!! E tu também vai fazer faculdade de Comércio Exterior.
_Namorando, eu?!?!
_É, pra te ver só como são as coisas. Esse negócio de comer uma mulher diferente por semana vai acabar, meu bruxo.
_Que merda!!
_Mas não precisa se preocupar, até lá tu vai comer várias gurias. Ainda faltam oito anos e três estados diferentes para tu conhecer.
_Vem cá, tu falou que ela era bonita e coisas e tal. Por acaso tu não tens uma foto dela aí para eu ver?
_Até tenho, só não sei se quero te mostrar.
_Por que não?!?!
_Por que eu conheço bem as tuas intenções.
_Humpf!! Sai fora, doido!! Ta me tirando é!! Respondeu, olhando-me desconfiado.
_Para de chilique se não te meto a mão fuça, lôco!!!
_Tá, ta, me responde uma coisa: A gente tem carro?
_Não.
_Não?!?!
_Quando tu tinhas o dinheiro pra comprar um, preferiu viajar e gastar toda a grana.
_Hehehehe. Isso é bem a minha cara mesmo, mas aposto que tu não te arrependeu?
_Nem um pouco.
_Legal! Me conta mais coisas sobre mim.
_Sei lá, O que tu quer saber?
_Tudo!
_Tudo é coisa demais.
_Então me fala das gostosas que eu vou comer. Elas são gostosas, né?
_Ai meu saco!! Tu só pensa em foda, cara?!?!?!
_E tem coisa melhor pra pensar?!?!
_Tem. Várias coisas.
_Dá um exemplo.
_Áh! Sei lá...Seguinte, vamos mudar de assunto. Temos pouco tempo antes acordar.
_Que dizer que a gente ta sonhando?
_Não, estamos em um programa de TV, se chama Encontrando o adolescente idiota que há em você. Tem bastante audiência no horário vespertino, sabe? A nossa mãe adora.
_Hehehe. Bom, pelo menos eu não perdi a minha ironia.
_Pelo menos.
_Vem cá, qual de nós dois está sonhando?
_Os dois, eu acho.
_Estranho. Não entendo como isso é possível.
_Tem muita coisa que tu ainda não entende. Infelizmente não posso te explicar tudo agora. Tenho que ir, amanhã se tivermos sorte(ou azar) nos encontraremos de novo.
_Como é que tu sabe?
_Tchau.
_Não!! Espera aí!!
_Tchau.
(desculpe, eu não tinha o que escrever, então fiz isso aí)
Pensando bem, até que dá uma enquête.
O que você diria à si mesmo mais novo? ÁH!! E não vale dizer que é os números da mega sena, ta?! Muito óbvio.
enviada por ZE WAS HERE
15/10/2004 14:59
Bem, ela está andando por entre as nuvens
Em um circo imaginário que está se formando em torno dela
Borboletas e zebras
E fechos de luz e contos de fadas
Isso é tudo que ela sempre imaginou
Passeando pela ventania
Quando estou triste, ela vem a mim
Com milhares de sorrisos, ela me liberta
Tudo bem, ela diz está tudo bem
Tire o que quiser de mim, qualquer coisa
Qualquer coisa
Bonito né?!?! Então...
Quem adivinhar de quem é esta música ganha uma ceva gelada.
enviada por ZE WAS HERE
13/10/2004 15:56
Eu sou:
_Egoísta
_Presunçoso
_Manipulador
_Egocêntrico
_Grosseiro
_Estúpido
_Invejoso
_Covarde
_Mal-caráter
_Pervertido
_Misantropo
_Mentiroso
_Dedo duro
_Falastrão (desse eu até que gosto)
_Promíscuo
_Etc Etc Etc ...*
* Tudo o que os outros pensam de mim. Como dizem por aí: Quem não me conhece que me compre (hehehehe)
O que eu realmente quero saber é:
Quais são _supondo que você tenha mais do que um_ os seus defeitos?
Responda se tiver coragem...
enviada por ZE WAS HERE
07/10/2004 15:42
É aquela velha história:
Quando alcançamos um objetivo, uma meta, a sensação nunca é a esperada. No início tem aquele aparente estado de euforia, mas que na verdade é puro fingimento. Fingimos pra disfarçar nosso próprio desapontamento por ter alcançado um objetivo sem sentido. 98% das coisas que fazemos não têm sentido algum. O 2% restantes são aquelas vezes em que, mesmo tendo uma reunião importante no outro dia, você decide virar a noite enchendo a cara com os amigos.
Entenderam onde eu quero chegar?
Isto é um alerta de quem sabe o que está falando.
Se você não parar agora mesmo vai acabar se tornando um idoso senil cheio de conquistas sem sentido.
Eu, por exemplo, vou poder dizer para os meus netos que um dia, quando ainda podia comer churrasco, eu consegui a certificação ISO 9001:2000 para uma empresa na qual trabalhava. Um deles_meus futuros netos_ me questionará:
_ISO 9000 o quê, VÔ?!?!?!?!
E eu responderei deixa pra lá, enquanto plugo a guitarra pra ensinar Smoke on the Water pro mais velho.
enviada por ZE WAS HERE
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |